Pular para o conteúdo principal

Aos 100 anos, vovó fitness e paqueradora revela rotina na academia para manter a longevidade

Por conta da idade, Mary Coroneos, a vovó fitness tem treinos que priorizam o ganho de força e é um exemplo de disciplina que inspira os mais jovens
na foto aparece a vovó fitness de 100 anos e sua rotina na academia para manter a longevidadeMary Coroneos de 100 anos faz exercícios de força para manter a longevidade – Foto: Athena Coroneos/Reprodução/NDs
Conhecida como a “vovó fitness”, Mary Coroneos acabou de completar 100 anos e continua surpreendendo em sua rotina na academia para manter a longevidade.

A norte-americana treina várias vezes por semana com dois instrutores diferentes, em sessões de exercícios de força para idosos que priorizam o ganho de força e massa muscular, mobilidade e vitalidade, sendo um exemplo de disciplina que inspira até os mais jovens.

A vovó fitness e a rotina na academia para manter longevidade
Por conta da idade, os treinos e a rotina na academia para manter longevidade são cuidadosamente preparados para corresponder aos níveis de energia, enfatizando treinos de força, mobilidade e longevidade.

“Eles me dão instruções e me dizem o que querem ver. Cada um tem técnicas diferentes e cada um tem objetivos diferentes”, disse a vovó fitness.

Como Mary, de 100 anos, constrói a força
Entre os exercícios favoritos da vovó fitness, Mary Coroneos, estão os de 10 a 15 repetições de “sentar e levantar”, um movimento que fortalece a parte inferior do corpo. Problemas nessa região podem levar à inatividade, problemas de equilíbrio, quedas ou algo pior.
na foto aparece um homem sentando e levantando, a atividade da vovó fitness para fortalecer as pernasExercício de sentar e levantar fortalece as pernas e ajuda no equilíbrio – Foto: Freepik/ND
Um estudo de 2014 descobriu que pessoas entre 51 a 80 anos que não conseguiam levantar da posição sentada sem usar as mãos ou os braços tinham maior probabilidade de morrer.

Os treinos e a rotina na academia para manter longevidade da vovó fitness se concentram no treinamento de força, com faixas leves, pesos de 2 kg e máquinas para completar séries de altas repetições de remadas sentadas, exercícios de crucifixo reverso, puxadas frontais e extensões de pernas.

O treinamento de força não constrói apenas músculos, pesquisas mostram que ele também melhora a acuidade mental, a densidade óssea e o equilíbrio. Apenas 30 a 60 minutos de treinamento de resistência por semana podem reduzir o risco de morte prematura em 10% a 20%.

Vovó fitness paqueradora
A filha de Mary Coroneos, Athena, revelou que a vovó fitness é muito paqueradora também durante a rotina na academia para manter longevidade.

“Um homem entrou, mais novo que a minha mãe, e ela perguntou à treinadora: ‘Quem é?’ Ela é muito paqueradora. Ela adora homens”. Atena Coroneos, filha de Maria.

Mesmo com 100 anos, Mary Coroneos disse que se sente bem na academia. “Sinto-me ótima na academia. Tenho alguma resistência, mas gostaria de ser mais ativa”, disse a centenária.

Mantendo seu núcleo firme
Durante a rotina na academia para manter longevidade, Coroneos também trabalha o core, com exercícios de faixa elástica e torções rotacionais. Um core forte é a base da mobilidade e da prevenção de lesões, sendo importante em qualquer idade, mas crucial para idosos.

Ela também faz repetições na máquina de abdução de quadril, outro benefício para o corpo que melhora o equilíbrio e reduz a dor lombar.

“Nem sempre conseguimos fazer tudo [num dia], mas geralmente conseguimos fazer cerca de 80% das coisas. Num dia bom, conseguimos fazer tudo”, disse seu treinador, Robert Drush.

Amada pelos colegas de academia, Mary Coroneos prefere a companhia de pessoas mais jovens como seus treinadores. “Tenho muitos amigos que vêm me cumprimentar. É um momento de socialização e também de exercícios “, disse ela.

Embora reconheça que “todo mundo é mais jovem” do que ela hoje em dia, ela se recusa a passar tempo em asilos ou perto de pessoas mais próximas de sua idade, admitindo: “Sinto pena deles”.

A força das conexões sociais e o impacto na longevidade
A força das conexões sociais tem um enorme impacto na longevidade, com o Estudo de Desenvolvimento Adulto de Harvard descobrindo que o principal preditor de uma vida longa e saudável é “o quão conectado você estava com outras pessoas”.

“A academia é uma conexão com tudo”, disse a filha de Mary Coroneos, Athena. “É uma conexão com o corpo dela. Libera endorfinas. Oferece oxigenação. É simplesmente um reforço social positivo para ela”.

Hábitos saudáveis e outros vícios
A mais velha de cinco filhos criada na na zona rural da Pensilvânia, ela passou a infância subindo em árvores, explorando os trilhos da ferrovia e nadando.

“Eu nadava na água abaixo dos trilhos e, à noite, quando escurecia, meus amigos e eu íamos sem nossos trajes de banho. Era divertido”. Ela ganhou duas cartas universitárias, no basquete e no vôlei, respectivamente, pela Universidade de Indiana da Pensilvânia.

Seu nível de atividade condiz com uma vida inteira dedicada a se movimentar, competir e se destacar. “Cresci com quatro irmãos e sempre tínhamos alguma brincadeira acontecendo”, disse ela.

Coroneos nunca fumou cigarros, porém admite alguns outros vícios que incluem cerveja e até uma taça ocasional de vinho e claro, a já mencionada fraqueza por homens.

Parece que a longevidade está em seu sangue e talvez no ar já que a tia de Coroneos viveu até os 102 anos e divide sua casa com rapaz de 19 anos.

Com relação à dieta, a vovó fitness sempre se alimentou de forma saudável e prefere refeições pequenas e alimentos integrais. Ela também toma alguns suplementos, incluindo cálcio, vitamina C, D3, uma cápsula de células-tronco, cranberry e ginkgo biloba. Além de um comprimido diário para hipertireoidismo, ela não toma medicamentos.

Publicado originalmente em https://ndmais.com.br/bem-estar/aos-100-anos-vovo-fitness-e-paqueradora-revela-rotina-na-academia-para-manter-a-longevidade/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pesquisadores descobrem proteína que pode devolver força muscular perdida pela idadeUm novo mecanismo biológico pode transformar a saúde muscular dos idosos

Pesquisadores descobrem proteína que pode devolver força muscular perdida pela idade Um novo mecanismo biológico pode transformar a saúde muscular dos idosos Proteína ajuda a preservar força muscular na velhice. (Foto: Perfect Wave via Canva) Fala Ciência O envelhecimento costuma trazer uma queda constante da força, afetando equilíbrio, mobilidade e autonomia. Porém, novas evidências científicas indicam que esse processo pode ser mais maleável do que se imaginava.  Um estudo publicado na revista Communications Biology, conduzido por Alessandra Cecchini, identificou que a proteína tenascin-C desempenha um papel decisivo na preservação, recuperação e funcionalidade dos músculos em idades avançadas. A tenascin-C como peça essencial da regeneração muscular A tenascin-C atua diretamente na matriz extracelular, região que fornece sustentação e organização às células musculares. Essa proteína contribui para reparar microlesões, ativar mecanismos regenerativos e manter o tecido...

O Psicólogo Responde: como lidar com a passagem do tempo e a inevitabilidade de as pessoas à nossa volta começarem a desaparecer?

O Psicólogo Responde: como lidar com a passagem do tempo e a inevitabilidade de as pessoas à nossa volta começarem a desaparecer? O Psicólogo Responde é uma rubrica sobre saúde mental para ler todas as semanas. Tem comentários ou sugestões? Escreva para opsicologoresponde@cnnportugal.pt A passagem do tempo é inevitável, o crescimento imperativo e com ele as pessoas à nossa volta começam a desaparecer. Este é o mote para uma reflexão profunda sobre acontecimentos pelos quais já passamos, ou indubitavelmente iremos passar. A perda de pessoas significativas é das experiências com maior dificuldade adaptativa. Esta experiência universal, embora natural, traz consigo dor, medo e muitas vezes um profundo sentimento de vazio. A consciência da mortalidade não é igual para todos. As atitudes perante a morte variam entre a aceitação neutral, aceitação como escape, aceitação como aproximação, o medo e o evitamento. Estando os diferentes tipos de aceitação associados a atitudes mais po...

Cozinhar não é perda de tempo, é ganho de vida, diz brasileiro que transformou a ciência da nutrição

Cozinhar não é perda de tempo, é ganho de vida, diz brasileiro que transformou a ciência da nutrição Para o epidemiologista Carlos Monteiro, que criou o conceito de ultraprocessados, é preciso retomar o valor que a comida tem dentro da nossa cultura; leia a entrevista Quando você precisa colocar combustível no carro, é natural dar prioridade àquele posto de gasolina menos movimentado – afinal, ninguém ganha nada aguardando na fila. Essa é uma otimização da rotina que faz completo sentido, na visão do médico epidemiologista Carlos Augusto Monteiro, professor emérito da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Acontece que, segundo ele, temos tratado a preparação e o consumo dos alimentos do mesmo jeito que lidamos com o abastecimento de um veículo, isto é, como um completo desperdício de tempo. “Mas é o oposto. Na verdade, é um ganho de vida, de saúde”, defende o pesquisador. Entrevista com Carlos Monteiro médico epidemiologista e coordenador emérito do...