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Mostrando postagens com o rótulo Alzheimer

Cientistas brasileiros são premiados por pesquisas sobre Alzheimer

  © Fernando Frazão/Agência Brasil Cientistas de todo o mundo tentam encontrar novas abordagens para a doença de Alzheimer, e dois laboratórios brasileiros têm se destacado nessa corrida. Recentemente,  os pesquisadores Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foram premiados por organizações internacionais por suas contribuições ao tema .  Lourenço foi contemplado com o  ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research , oferecido pela organização Alba a cientistas em meio de carreira que já alcançaram conquistas excepcionais. Já Brum foi escolhido como o  Next “One to Watch ” ("O próximo para ficar de olho", em tradução livre), prêmio concedido pela organização americana  Alzheimer’s Association  a jovens cientistas promissores.  A doença de Alzheimer é considerada um dos grandes desafios da medicina, já que até hoje poucos tratamentos se...

O mistério do cérebro que não envelhece: o que a ciência já sabe?

Entender a resistência cerebral pode abrir caminhos para novas terapias contra doenças como o Alzheimer Cérebro: ciência tenta explicar por que certos cérebros resistem ao tempo (Getty Images) A ciência ainda tenta compreender por que algumas pessoas chegam à velhice com o cérebro praticamente intacto. Mesmo após décadas de vida, certos idosos mantêm memória, atenção e capacidade de raciocínio comparáveis a de pessoas muito mais jovens. Uma pesquisa publicada pela  Genomic Psychiatry em 2024 ,  baseada em um estudo feito pela  Lothian Birth Cohorts, na Escócia , sugere que metade das variabilidades na cognição das pessoas em idades mais avançadas pode já estar presente na infância. Ainda assim,  certos hábitos adotados ao longo da vida adulta  estão associados a um funcionamento cognitivo mais preservado e a um processo de envelhecimento cerebral menos acelerado. O estudo também afirmou que esses fatores relacionados ao estilo de vida, analisados em conjunto, po...

Estudo revela quais hábitos podem diminuir risco de Alzheimer em 38%

O novo estudo mostra que alguns hábitos específicos que envolvem atividades cognitivas podem adiar o Alzheimer em até cinco anos Manter uma rotina de leitura, escrita e aprendizado de idiomas ao longo da vida pode ser uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde do cérebro e diminuir o risco de Alzheimer na velhice.  É o que indica um novo estudo conduzido pelo Rush University Medical Center, nos Estados Unidos, e publicado na  revista Neurology  em 11 de fevereiro. De acordo com os pesquisadores, pessoas com maior nível de “enriquecimento cognitivo” — ou seja, maior exposição a atividades intelectualmente estimulantes desde a infância —  apresentaram 38% menos risco de desenvolver doença de Alzheimer e 36% menos risco de comprometimento cognitivo leve. Além disso, os dados sugerem que o envolvimento contínuo com a leitura e outras práticas relacionadas à linguagem pode  retardar o Alzheimer  em até cinco anos e o comprometimento cognitivo leve ...

Cientistas reconhecem nova doença que afeta memória e lucidez dos idosos

  Cientistas reconhecem nova doença que afeta memória e lucidez dos idosos Pesquisas apontam que a LATE afeta mais de 10% das pessoas a partir dos 65 anos Segundo neurologista, uma a cada 5 pessoas com a LATE são diagnosticadas com erroneamente com Alzheimer (krisanapong detraphiphat/Getty Images) A comunidade médica mudou as diretrizes de diagnóstico e passou a reconhecer a  Encefalopatia TDP-43 (LATE) como uma síndrome que afeta 10% das pessoas com mais de 65 anos  ou um terço dos idosos acima dos 85 anos.  As novas indicações de avaliação apontam que pacientes acometidos pela doença podem sofrer com  perdas de memória e sinais de demência .  O LATE foi reconhecido quando o  diretor associado do Centro Sanders-Brown, Pete Nelson, reuniu 35 pesquisadores de Alzheimer de todo o mundo para explorar um novo diagnóstico.  As análises começaram em 2018 e consideraram dados de autópsias cerebrais e pesquisas anteriores.  "O que me motivou foi que ...

Estudo mostra que inflamação no cérebro pode ser chave do Alzheimer

  Estudo mostra que inflamação no cérebro pode ser chave do Alzheimer Pesquisa foi liderada por laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer Um estudo liderado pelo laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o cérebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabeleça e progrida. Segundo o artigo publicado na revista  Nature Neuroscience , o acúmulo da proteína tau e beta-amiloide só provoca a reação dos astrócitos que participam da sinapse (comunicação entre um neurônio e outra célula) quando a microglia, célula de defesa do cérebro, também está ativada. “Quando se diz que essas proteínas se acumulam no cérebro, queremos dizer que elas formam grumos insolúveis no cérebro, ou seja, umas pedrinhas mesmo. Essas duas células [astrócitos e microglias] coordenam a resposta imune do cérebro e nós já sabíamos que essas pedrinhas de proteínas fazem com que essas células respondam mudando para um esta...

Cientistas da Mayo Clinic criam ferramenta para prever risco de Alzheimer anos antes do início dos sintomas

Cientistas da Mayo Clinic criam ferramenta para prever risco de Alzheimer anos antes do início dos sintomas ROCHESTER, Minnesota — Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram uma nova ferramenta capaz de estimar o risco de uma pessoa desenvolver problemas de memória e pensamento associados à  doença de Alzheimer  anos antes do aparecimento dos sintomas. A pesquisa, publicada na  The Lancet Neurology , baseia-se em décadas de dados do  Estudo sobre o Envelhecimento da Mayo Clinic  — um dos estudos populacionais mais abrangentes do mundo sobre a saúde do cérebro. O estudo descobriu que as mulheres têm um risco vitalício maior do que os homens de desenvolver demência e  comprometimento cognitivo leve (CCL) , um estágio de transição entre o envelhecimento saudável e a demência que frequentemente afeta a qualidade de vida, mas ainda permite que as pessoas vivam de forma independente. Homens e mulheres com a variante genética comum APOE ε4 também apresentam um ris...

Estudo revela potencial da telemedicina para melhorar cuidados de demência

  Estudo revela potencial da telemedicina para melhorar cuidados de demência Unsplash/Steven HWG Embora a demência seja a sétima principal causa de morte no mundo, a pesquisa sobre o tema representa menos de 1,5% do total da produção científica na área da saúde Novo relatório da OMS destaca que tecnologias digitais podem reduzir depressão e isolamento social, reforçando a ligação entre pacientes, cuidadores e comunidades. A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou um novo estudo que confirma o potencial da telemedicina e da tele saúde para transformar os cuidados de pessoas que vivem com demência e apoiar os seus cuidadores. A pesquisa, conduzida pela OMS/Europa em parceria com universidades internacionais, investigou como que a integração de tecnologias de saúde digitais em ambientes adaptados para idosos e sistemas de apoio comunitário pode reduzir a ansiedade, a depressão e o sentimento de solidão, promovendo uma melhor qualidade de vida. Tecnologia com propósito humano Segun...

Alzheimer: sinais e por que a doença afeta mais as mulheres

Alzheimer: sinais e por que a doença afeta mais as mulheres Especialistas reforçam a importância de identificar precocemente os sintomas e ampliar o apoio às pessoas com demência no Brasil O  Alzheimer  é o tipo mais comum de demência e representa um dos principais desafios da saúde pública mundial. A doença, de evolução lenta e progressiva, compromete a memória, o raciocínio e a autonomia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 57 milhões de pessoas vivem hoje com algum tipo de demência, sendo que a maioria tem Alzheimer. No Brasil, o número de casos varia conforme a fonte: o Ministério da Saúde estima 1,2 milhão de pessoas diagnosticadas, enquanto o Relatório Nacional sobre Demência, divulgado em 2024, aponta cerca de 1,8 milhão. A OMS projeta que, até 2050, o total global de casos de demência deve chegar a 150 milhões. Sintomas e diagnóstico De acordo com o  Ministério da Saúde , os primeiros sinais de Alzheimer incluem perda de memória recente, dificuld...