Pular para o conteúdo principal

Com que dieta eu vou? Estudo revela as cinco capazes de ampliar a longevidade

Pesquisa robusta, com mais de 100 mil pessoas, identifica associação entre maior expectativa de vida e cinco planos alimentares

dieta mediterrânea
Dieta mediterrânea: um dos cardápios avaliados em estudo (Foto: Louis Hansel/Unsplash/Divulgação)
 

Se a temporada da dieta é instaurada após o Carnaval, um novo estudo pode ajudar a decidir a melhor opção a seguir para ganhar saúde e ampliar a longevidade. Segundo uma análise de dados da população britânica, cinco planos alimentares se consagraram na redução do risco de mortalidade precoce e no aumento da expectativa de vida.

trabalho, conduzido por cientistas chineses e amparado no acompanhamento de mais de 100 mil pessoas registradas no UK Biobank (o banco de dados de saúde pública mantido pelo governo da Grã-Bretanha), evidenciou que os indivíduos com maior adesão aos cardápios bem avaliados apresentavam redução de 18 a 24% no risco de mortalidade por todas as causas no período contemplado e a adoção das dietas podia acrescentar até três anos a mais de vida.

As melhores dietas

O estudo, capitaneado pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, examinou, com modelos matemáticos refinados, a conexão entre a alimentação e dietas específicas com a longevidade e mortalidade entre a população britânica ao longo de uma década, em média, controlando variáveis que poderiam enviesar os resultados, como genética e outros fatores do estilo de vida.

Cinco dietas, todas elas já protagonistas de outros estudos e orientações nutricionais, se destacaram pelo potencial de ampliar os anos de vida pela frente:


Em comum, esses cardápios buscam privilegiar alimentos de origem natural e vegetal e controlar a ingestão de ultraprocessados, carne vermelha, sal e açúcar.

De acordo com os autores, pessoas que seguiam um desses cinco modelos alimentares corriam menor risco de desenvolver e morrer por câncer e doenças cardiovasculares, respiratórias e neurodegenerativas, como Alzheimer.

Numa conta simples, para um indivíduo com 45 anos, a devida adesão à dieta acrescentou de 1,5 a 3 anos de vida, no comparativo com quem não preenchia a contento os critérios de adoção. A dieta mediterrânea propiciou os melhores ganhos para as mulheres; e a dieta para redução do risco de diabetes foi a mais benéfica para os homens.

 
A dieta para redução do risco de diabetes, utilizada em programas clínicos na Europa e nos Estados Unidos, foi a que obteve as melhores notas quanto à diminuição da mortalidade em geral. Os cientistas especulam que o alto consumo de fibras e o controle do índice glicêmico ajudam a responder pelas vantagens visualizadas.

Publicado orginalmente em https://saude.abril.com.br/alimentacao/com-que-dieta-eu-vou-estudo-revela-as-cinco-capazes-de-ampliar-a-longevidade/

Comentários

  1. As dietas sempre foram um poderoso diferencial na saúde dos povos, desde a antiguidade.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Esqueça a ideia de que qualidade de vida está nas capitais: ranking oficial da ONU revela que dezenas de cidades do interior concentram os maiores índices de desenvolvimento humano municipal do Brasil e superam grandes centros em educação, renda e longevidade

Moradores conferem ranking da ONU que aponta cidades do interior entre as melhores em qualidade de vida no Brasil. Levantamento do PNUD, com base no Atlas do desenvolvimento humano, aponta municípios com IDHM muito alto e redefine o mapa da qualidade de vida no Brasil Os melhores indicadores de qualidade de vida do Brasil não estão concentrados apenas nas capitais. Segundo o  Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil , divulgado pelo  Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) ,  dezenas de municípios do interior registram  IDHM acima da média nacional . O levantamento foi elaborado em parceria com o  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)  e a  Fundação João Pinheiro , com dados consolidados oficialmente. Software para finanças A pesquisa avaliou todos os municípios brasileiros e listou as  50 cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) . Como funciona o IDH municipal O  IDHM  é uma adaptaç...

Pesquisadores descobrem proteína que pode devolver força muscular perdida pela idadeUm novo mecanismo biológico pode transformar a saúde muscular dos idosos

Pesquisadores descobrem proteína que pode devolver força muscular perdida pela idade Um novo mecanismo biológico pode transformar a saúde muscular dos idosos Proteína ajuda a preservar força muscular na velhice. (Foto: Perfect Wave via Canva) Fala Ciência O envelhecimento costuma trazer uma queda constante da força, afetando equilíbrio, mobilidade e autonomia. Porém, novas evidências científicas indicam que esse processo pode ser mais maleável do que se imaginava.  Um estudo publicado na revista Communications Biology, conduzido por Alessandra Cecchini, identificou que a proteína tenascin-C desempenha um papel decisivo na preservação, recuperação e funcionalidade dos músculos em idades avançadas. A tenascin-C como peça essencial da regeneração muscular A tenascin-C atua diretamente na matriz extracelular, região que fornece sustentação e organização às células musculares. Essa proteína contribui para reparar microlesões, ativar mecanismos regenerativos e manter o tecido...