Segundo Ana Morais, o treino de força ajuda a preservar a massa muscular, melhora o metabolismo e reduz os impactos da queda hormonal, principalmente a partir dos 40 anos
(Foto: Divulgação)
Durante muito tempo, os exercícios aeróbicos foram considerados a principal estratégia para emagrecimento e saúde cardiovascular. Mas, nos últimos anos, a musculação ganhou protagonismo e passou a ser apontada como peça-chave quando o assunto é longevidade e qualidade de vida. Afinal, o treino de força pode mesmo substituir o cardio?
De acordo com a personal trainer Ana Morais, da Fórmula Academia, é preciso entender que as duas modalidades têm funções diferentes no organismo. “A musculação pode contribuir para o gasto calórico e emagrecimento, mas eles não são equivalentes. O treino aeróbico é essencial para a saúde cardiovascular, enquanto o treino de força é fundamental para preservar massa muscular e funcionalidade. O ideal é combinar os dois para melhores resultados em saúde e qualidade de vida”, explicou ao VIDA deste sábado (28).
A associação entre musculação e longevidade não é por acaso. Estudos recentes reforçam que a massa muscular é um importante marcador de saúde, especialmente com o avanço da idade. Quanto maior a preservação muscular, menores são os riscos de quedas, fraturas e perda de autonomia.
Ana destaca que o impacto vai além da estética. “Porque a massa muscular, hoje, é considerada um marcador de saúde. A musculação melhora o metabolismo, controla a glicemia, fortalece os ossos e mantém a autonomia com o envelhecimento, fatores diretamente ligados a viver mais e melhor”, afirmou.
Importante aliado
Para mulheres acima dos 40 anos, os benefícios são ainda mais estratégicos. A partir dessa fase, alterações hormonais naturais podem favorecer o acúmulo de gordura, a perda de massa magra e a redução da disposição. O treino de força surge como um aliado importante nesse cenário.
“O treino de força ajuda a preservar a massa muscular, melhora o metabolismo e reduz os impactos da queda hormonal, principalmente a partir dessa faixa etária. O treino também melhora a disposição, o humor e reduz o acúmulo de gordura em áreas específicas em decorrência da queda hormonal”, destacou a personal.
Outro ponto de atenção é a sarcopenia, processo natural de perda de massa muscular que pode começar por volta dos 40 anos. Sem estímulo adequado, essa redução tende a se intensificar ao longo do tempo, comprometendo força, mobilidade e independência.
Por isso, mesmo quem sempre priorizou apenas atividades aeróbicas pode - e deve - incluir a musculação na rotina. A orientação, segundo Ana, é começar de forma gradual e com acompanhamento profissional.
“Comece com duas vezes por semana, com exercícios básicos, cargas leves a moderadas. O mais importante é a consistência e a progressão. O ideal é evoluir para uma rotina que combine força e cardio. Procure sempre a orientação do profissional de Educação Física".
Publicado originalmente em https://www.acritica.com/saude/especialista-destaca-a-musculac-o-como-aliada-da-longevidade-e-do-equilibrio-hormonal-1.397294
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