Risco é maior após os 50 anos, mas casos em mulheres com menos de 40 anos têm aumentado, segundo oncologista
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| Casos de câncer de mama devem passar de 3,5 milhões até 2050 • Anastasia Kazakova/Freepik |
Os dados apontam que o risco maior é na região Sudeste, com probabilidade de 88,29 casos a cada 100 mil mulheres, seguido da região Sul com 77,91; Centro-oeste com 61,32 casos por 100 mil; 58,02 por 100 mil na região Nordeste; e por último o Norte, com 31,28 casos por 100 mil.
No Brasil, sem considerar tumores de pele não melanoma, é o câncer mais incidente entre mulheres e o segundo maior na população geral.
Apesar da maior prevalência acontecer em mulheres com mais de 50 anos (especialmente por alterações biológicas do envelhecimento e acúmulo de exposições hormonais), o número de casos entre mulheres mais jovens tem aumentado. Cerca de 10 a 15% dos tumores de mama têm origem genética, decorrentes das mutações dos genes BRCA1 e BRCA2, os outros 85% têm causas aleatórias.
“Ainda não sabemos exatamente o que vem causando esse aumento de casos em pacientes abaixo dos 40 anos, mas já é possível afirmar que o estilo de vida pode estar relacionado", afirma Pedro Exman, doutor responsável pelo Grupo de Tumores de Mama e Ginecológicos do Centro Especializado em Oncologia e coordenador do "Simpósio de Câncer de Mama em Mulheres Jovens - Desafios da Prática Atual".
O evento é promovido pelo Hospital Oswaldo Cruz e reúne profissionais para debate clínico sobre o tumor mais incidente do Brasil.
Câncer de mama em mulheres jovens
Um dos objetivos do simpósio é discutir a relação entre câncer de mama, fertilidade, gravidez e função ovariana, além de trazer atualizações sobre as mudanças na conduta terapêutica em mulheres gestantes e como preservar a fertilidade de mulheres com o diagnóstico da doença.
Wesley Andrade, mastologista do Centro Especializado em Oncologia do Oswaldo Cruz, falará sobre a abordagem cirúrgica e os avanços na reconstrução mamária, aspectos que são fundamentais para a autoestima, sexualidade e relações pessoais das pacientes - aspectos que influenciam o desempenho do tratamento.
Sobre a perspectiva da investigação genética do risco de câncer mamário, a oncogeneticista Allyne Cagnacci falará sobre quando investigar a doença da perspectiva hereditária. Quanto ao pós-diagnóstico e pós-tratamento, Simone Elias vai debater sobre como dar qualidade de vida para as sobreviventes do câncer.
Publicado originalmente em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/inca-estima-786-mil-casos-de-cancer-de-mama-no-brasil-para-2026

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