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Longevidade feminina: o desafio de viver mais e melhor na maturidade

 

Foto: Shutterstock

O Brasil está envelhecendo rapidamente. Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, até 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos. Nesse panorama, as mulheres representam a face mais visível da longevidade, com expectativa de vida, em média, sete anos superior à masculina. Contudo, por trás dos números, esconde-se um paradoxo: ao mesmo tempo em que vivem mais, as mulheres idosas enfrentam uma série de vulnerabilidades biológicas e sociais que podem comprometer severamente a qualidade de vida.

Após a menopausa, o corpo feminino passa por alterações hormonais que aumentam o risco de doenças silenciosas, como osteoporose, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. Sem um acompanhamento próximo, essas condições podem evoluir e limitar a autonomia, transformando os anos extras de vida em um período de dependência e fragilidade.

Para Josie Velani Scaranari, clínica geral do check-up executivo do Sabin Diagnóstico e Saúde, as dificuldades da velhice feminina são, em grande parte, o reflexo de desigualdades acumuladas ao longo da vida. “Historicamente, as mulheres cuidam quando jovens, mas não são cuidadas quando envelhecem”, explica a especialista.

A divisão desigual das tarefas domésticas e do cuidado com filhos e pais idosos resulta em interrupções na carreira e menor participação no mercado de trabalho formal. “Essa dinâmica leva a aposentadorias mais baixas e menor segurança financeira, justamente na fase em que o suporte é mais necessário”, ressalta Josie.

Essa vulnerabilidade econômica e social tem um impacto direto na saúde. Mulheres idosas vivem mais frequentemente sozinhas e, com a saúde fragilizada, encontram mais barreiras para o autocuidado. “Para envelhecer bem, é preciso uma estrutura que viabilize autonomia. Quando essa base não existe, a prevenção fica em segundo plano, e a qualidade de vida é drasticamente reduzida”, completa.

Medicina diagnóstica como ferramenta de conhecimento e autonomia

Nesse cenário complexo, a medicina diagnóstica surge como uma aliada indispensável para quebrar o ciclo de vulnerabilidade. Acompanhamentos regulares e exames preventivos permitem que a mulher, junto com seu médico, assuma o controle da própria saúde, identificando riscos antes que se tornem doenças graves.

Um check-up personalizado e direcionado para a maturidade feminina deve ser definido pelo médico que atende a paciente ao longo da vida e  pode incluir:

Saúde óssea: A densitometria óssea é crucial para o diagnóstico precoce da osteoporose, condição que afeta uma em cada três mulheres com mais de 50 anos e é a principal causa de fraturas na terceira idade.

Risco cardiovascular: Exames como perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos) e proteína C-reativa ultrassensível ajudam a monitorar a saúde do coração e avaliar o risco de infartos e AVCs, principais causas de morte no Brasil, inclusive de mulheres.

Metabolismo e hormônios: A dosagem de glicemia de jejum, hemoglobina glicada e hormônios tireoidianos (TSH e T4 livre) é fundamental para o controle do diabetes e de disfunções da tireoide, comuns nessa fase da vida.

Prevenção de Câncer: A realização periódica de mamografia e do exame molecular DNA-HPV, que hoje substitui o Papanicolau, continua sendo vital para a detecção precoce do câncer de mama e de colo do útero, aumentando exponencialmente as chances de cura.

Facilitando a jornada de prevenção

O Sabin oferece pacotes de exames pensados para as diferentes fases da vida da mulher, abrangendo desde a saúde ginecológica e hormonal até o monitoramento de riscos cardiovasculares e metabólicos na maturidade. De forma a simplificar a jornada de prevenção e facilitar a conversa com o médico.

E por ter um portfólio completo e integrado, a mulher pode realizar desde exames de rotina (sangue e urina) até diagnósticos por imagem e testes genéticos avançados em uma mesma unidade do Sabin. Otimizando o tempo, centralizando o histórico de saúde e facilitando o acompanhamento médico a longo prazo.

Para questões mais complexas, como risco de câncer hereditário ou investigação de doenças raras, o Sabin Diagnóstico e Saúde oferece painéis genéticos de ponta, permitindo que a mulher entenda seus riscos genéticos e adote estratégias preventivas personalizadas e altamente eficazes.

Publicado originalmente em https://bahiaeconomica.com.br/wp/2026/03/05/longevidade-feminina-o-desafio-de-viver-mais-e-melhor-na-maturidade/

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