Padrão alimentar que valoriza frutas, legumes e gorduras do bem se consolida como melhor aposta para o prato; dieta brasileira também é aliada

Figura conhecida quando se fala em nutrição e alimentação, a dieta mediterrânea mais uma vez teve destaque entre as opções mais indicadas para beneficiar a saúde e promover a longevidade ao tomar a dianteira da edição mais recente do ranking anual da publicação americana U.S. News & World Report. Mas o que leva o cardápio que prioriza frutas, legumes e doses de azeite extravirgem a se destacar entre tantas propostas alimentares?
O segredo está exatamente em valorizar alimentos frescos, gorduras do bem e produtos locais reconhecidamente saudáveis em vez de apostar na praticidade dos pacotes de salgadinhos, congelados e demais produtos ricos em gorduras saturadas, açúcares adicionados e sódio.
Ao priorizar o que vem da natureza e preparos que evitam temperos industrializados, bem como o excesso de carne vermelha, a dieta mediterrânea permite que o corpo se nutra com ingredientes que protegem contra o entupimento de artérias, obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
É um efeito também da redução dos ultraprocessados, intimamente ligados a essas complicações quando consumidos em grandes quantidades. A mediterrânea, assim como outras dietas que têm como foco a saúde do coração (DASH) e o consumo de vegetais (flexitariana), permitem pratos mais coloridos e diversificados sem se prender aos modismos de escolher nutrientes específicos como inimigos, como muito se faz com os carboidratos.
“Essas dietas não são radicais nem restritivas. Pelo contrário: priorizam a qualidade e o equilíbrio”, diz a nutricionista Lara Natacci, da USP.
Dieta brasileira
A avaliação das dietas mais indicadas para ganhar anos de vida, como mostrado em reportagem de VEJA, indica que é possível atingir redução de até 24% nos índices de mortalidade precoce e ganhar, em média, três anos de vida, ao adotar programas alimentares que seguem a mesma linha da dieta mediterrânea.
Isso não quer dizer que outras regiões do mundo não podem alcançar resultados semelhantes. Um bom exemplo vem exatamente do Brasil, com seu rico Guia Alimentar para a População Brasileira. Ele destaca a importância dos ingredientes regionais, de comer comida de verdade e mostra o valor do nosso arroz e feijão, combinação que preenche o prato com carboidrato, fibras e nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo.
“O Guia se aproxima muito desses padrões alimentares que aparecem bem colocados nas pesquisas, além de valorizar a comida regional, o hábito de cozinhar e as refeições em família”, diz Natacci.
Vale lembrar que a alimentação é apenas um componente da vida saudável e que outros hábitos precisam ser incorporados quando se fala de longevidade: praticar exercícios, ter vida social, não fumar e não exagerar no álcool. Assim, o que vai para o prato encontra um caminho melhor para alongar a vida.
Publicado originalmente em Saiba por que dieta mediterrânea segue no topo das opções para ter longevidade
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