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Nem tudo o que você ouve sobre proteína é verdade, segundo novo estudo

 

Mais de 20 experts em proteína investigaram a verdade sobre quantidade, qualidade, saciedade e a relação do nutriente com músculos e emagrecimento

Pequenas figuras humanas coloridas, de joelhos e com os braços erguidos, adoram um ovo branco gigante no centro de uma plataforma de madeira redonda, sobre um fundo rosa claro
Talvez você não precise de tanta proteína quanto dizem (Ilustração: Felipe Del Rio/Veja Saúde) 

Tudo se fala sobre proteína: que ela é indispensável à saúde, que você precisa consumir em todas as refeições, que quanto mais melhor e até que existem fontes melhores que outras.

Mas você sabe o que realmente é verdade sobre esse nutriente?

Para responder isso de uma vez por todas, 20 pesquisadores internacionais da área resolveram investigar diversas crenças sobre o tema, e os resultados acabam de ser publicados no periódico Critical Reviews in Food Science and Nutrition.

A ideia do estudo, na verdade, veio de um workshop organizado pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Indiana em Bloomington, nos Estados Unidos. Nele, 20 especialistas internacionais discutiram temas como os desafios para medir e interpretar o consumo de proteína, as necessidades proteicas durante o emagrecimento, os limites de ingestão associados ao ganho de massa muscular e os possíveis riscos do consumo excessivo.

“A importância desta análise está em reunir os principais especialistas em ciência de proteínas para esclarecer o que sabemos, identificar o que ainda precisamos aprender e incentivar uma discussão mais baseada em evidências sobre proteínas alimentares e saúde humana”, disse em comunicado Mitch Kanter, professor adjunto da Universidade de Minnesota e primeiro autor do estudo.

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De modo geral, os cientistas atestaram:

  • A qualidade da proteína é tão importante quanto a quantidade;
  • Os aminoácidos essenciais individuais têm funções biológicas distintas;
  • Uma maior ingestão de proteínas durante a perda de peso pode ser recomendada, mas há ressalvas. Não há evidências robustas que aumentar demais angarie benefícios.
  • Idosos provavelmente precisam de mais proteína do que adultos. Evidências sugerem que ingestões de 1,2 a 1,6 g/kg/dia ou até mais podem ser necessárias para preservar a massa e a função muscular com o envelhecimento.
  • Uma ingestão mais alta de proteínas não parece ser prejudicial para rins saudáveis. Uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados não encontrou efeitos adversos nos rins com ingestões de até 1,5 g/kg/dia ou 20% da energia diária consumida.
  • A proteína pode promover a saciedade, mas isso é mais complexo do que parece. As evidências não mostram de forma consistente que ela seja o nutriente que mais enche a barriga. Além disso, seu efeito varia conforme fatores como o tipo de alimento consumido, a refeição e as características de cada pessoa.
  • Distribuir proteína ao longo do dia é melhor do que comer tudo de uma vez. Dividir o consumo do nutriente de forma mais uniforme, principalmente com ingestão de proteína no café da manhã, tende a ser positivo.
  • Ainda não foi estabelecido um limite acima do qual a proteína seja sempre prejudicial. Mas estudos já indicam que consumir acima de 1,6 g/kg/dia leve a um platô no ganho de massa e força. Mais pesquisas são necessárias para enumerar todos os possíveis riscos.

Publicado originalmente em https://saude.abril.com.br/medicina/nem-tudo-o-que-voce-ouve-sobre-proteina-e-verdade-segundo-novo-estudo/

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